Alguns céticos duvidam da Bíblia simplesmente porque não encontram monumentos que descrevam todos os seus acontecimentos. Eles fazem isso com a história das dez pragas do Egito. Por não acharem ali nada que confirme a história do Êxodo, julgam que ela jamais aconteceu. Ora, por que os egípcios iriam registrar para o mundo o vexame que passaram com a saída dos hebreus? É claro que eles ficariam calados a respeito disso. Contudo, outros povos, fora da Bíblia, testemunharam a ocorrência das
Lá, o escritor antigo lamenta o estado do Egito e diz numa carta endereçada a faraó: “Os estrangeiros (hebreus?) vieram para o Egito … [eles] têm crescido e estão por toda a parte [lit. ‘em todos os lugares, eles se tornaram gente’]… o Nilo se tornou em sangue … [as casas] e as plantações estão em chamas … a casa real perdeu todos os seus escravos … os mortos estão sendo sepultados pelo rio … os pobres (escravos hebreus?) estão se tornando os donos de tudo … os filhos dos nobres estão morrendo inesperadamente… o [nosso] ouro está no pescoço [dos escravos?] … o povo do oásis está indo embora e levando as provisões para o seu festival [religioso?].” Essas palavras são muito parecidas com as pragas descritas em Êxodo 7:14-24, especialmente a primeira e a última. A referência aos escravos que agora se vão e ainda levam consigo algumas riquezas parece ecoar o testemunho bíblico de que os hebreus foram “e pediram aos egípcios objetos de prata e de ouro … de modo que estes lhes davam o que pediam. E despojaram os egípcios” (Êxodo 12:35-36). Mais uma vez a História confirma a Palavra de Deus.
Rodrigo Silva é professor de Novo Testamento no Centro Universitário Adventista e especialista em Arqueologia.
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