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*PERGUNTA: O período que para nós corresponde as 2.300 tardes e manhãs (ver Dan. 8:14) começou em 457a.C e terminou em 1844, certo? O problema é que nesse período se passaram 2.301 anos. Como explicar isso? De 457 a 0 e de 0 a 1844 = 2.301. – F.
*RESPOSTA: Estudos históricos bem abalizados demonstram que, até meados do século 19, a grande maioria dos comentaristas bíblicos protestantes interpretava as 2.300 “tardes e manhãs” como 2.300 anos (veja os citados por LeRoy E. Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers, págs. 204-268; ou Alberto R. Timm, O Santuário e as Três Mensagens Angélicas [Engenheiro Coelho, SP: Imprensa Universitária Adventista, 2000], págs. 21-25). Essa mesma interpretação continuou sendo aceita nos círculos protestantes pelo menos até o final do século 19. Existem várias razões que nos levam a aplicar o princípio “dia-ano” de interpretação profética às 2.300 tardes e manhãs. Uma delas é o relacionamento entre as 2.300 tardes e manhãs e as 70 semanas de Daniel 9:24-27. A visão sobre as 70 semanas foi dada a Daniel como explicação adicional à visão das 2.300 tardes e manhãs (ver Dan. 8:14, 26 e 27; 9:20-27). Nessa explicação, o único ponto de partida mencionado, que deve ser comum a ambos os períodos proféticos, é a expressão “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Dan. 9:25). Essa ordem entrou em vigor em 457 a.C. (ver Esd. 7:13). E não há como fazer com que as 70 semanas se estendam “até ao Ungido, ao Príncipe” (Dan. 7:25), entre 27 e 34 d.C., sem que este período seja considerado como 70 semanas de anos, ou seja 490 anos. Agora, se aplicamos o princípio dia-ano às 70 semanas, como grande parte dos comentaristas o fazem, também devemos aplicá-lo às 2.300 tardes e manhãs. Outra razão é o próprio contexto histórico. A visão das 2.300 tardes e manhãs foi dada “no terceiro ano do reinado do rei Belsazar” (Daniel 8:1), rei de Babilônia. O cumprimento deveria ocorrer, segundo a própria visão, em “dias ainda mui distantes” (Daniel 8:26), estendendo-se “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Dan. 9:25), ou seja de 457 a.C., até o “tempo do fim”, o “último tempo da ira” e o “tempo determinado do fim” (Dan. 8:17 e 19). Se interpretarmos as 2.300 tardes e manhãs como 1.150 dias literais (3 anos e meio) ou mesmo como 2.300 dias literais (7 anos), como alguns fazem, esse período não chegaria ao final do domínio persa, e muito menos ao tempo do fim. Portanto, devemos interpretar as 2.300 tardes e manhãs como 2.300 anos. Mas, conforme você mesmo destacou, de 457 a.C. a 1844, temos 2.301 anos. Isso ocorre porque freqüentemente se esquece de que não houve um ano 0 (zero). A contagem, no calendário, é feita assim: …- 3, -2, -1, 1, 2, 3… Jesus não nasceu no ano 0, mas no ano 1. Por isso, levando-se isso em conta, o cálculo das 2.300 tardes e manhãs está correto. Respondido por: MICHELSON BORGES |
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